Desabafo: Sabe-se lá quando…

... estou aqui, pensando em você novamente.

Confesso a você, que hoje estou triste… não como estava ontem, ou como estava a  anos atrás por não ter ganhado aquele presente desejado. Dessa vez é diferente. Dentro de mim, pulsa algo incompleto, algo perdido no tempo… o mesmo tempo que passei ao seu lado. Sabe quando você come algo que não te fez bem? Então… essa é minha sensação no momento, ânsia de vomito… ou frio na barriga, borboletas no estomago. Chame como quiser…

Eu realmente, não queria que nada fosse dessa maneira, mais a vida prega peças na gente, as vezes o que parece ser uma bela flor, é na verdade um cravo, sem cheiro doce e sem pétalas macias. 

Ah, meu bem, como eu queria que você me entendesse. E me desculpasse também. Pois apesar dos pesares eu tenho culpa… por ter alimentado o que não pode ser criado. Joguei sobre nós todos os nossos desejos, e é claro… nossos medos e suas incertezas. E agora mais do que nunca, percebo que deixamos no caminho os cacos de vidro… e a volta? Essa esta sendo dolorida, e sei que disso tudo vou levar mais do que aprendizagem… vou levar cicatrizes e pode apostar, isso não se cura tão rápido.

Sabe de outra verdade, nesse exato momento, me sinto desistindo do que poderia ser o meu futuro, tenho pena, dó e ódio de mim mesma… por não ter a capacidade de lutar por isso. Pois não há mais forças, não há mais expectativas, a não ser palavras jogadas ao vento.

Porem, acho que agora mesmo já sinto sua falta, falta de tocar sua pele, sentir seu cheiro e fazer de conta que o tempo não existisse. De falar bem baixo em seu ouvido e de te ouvir, sorrir e rir com você.. pois essas foram apenas velhas linhas escritas e guardadas na última gaveta daquela velha estante da vida. Queria poder te abraçar em uma madrugada fria, e deixar nossos corpos se esquentarem, sem pressa. Não perder nenhum detalhe. Ouvir seus problemas e seu silêncio.

Acho que no fundo, é amor o que sinto por ti, pois se não fosse amor, não teria meu pensamento o dia todo em você… amor puro e em paz, uma novidade pra mim.  

Logo eu, que sempre tive certeza de tudo. Que sempre fui fria e que sempre contava tudo isso a você. Agora, às vezes, na madrugada,  me da umas crises de choro e desespero que parecem não ter fim. Nem motivos tão grandes pra isso. “Agente empurra, da um ponta pé ali, uma ageitada aqui, e tudo esta certo de novo”. É um uma espécie medo e ao mesmo tempo, uma incerteza de tudo que quero ser, de tudo que fiz pra chegar onde cheguei.

Eu deveria estar sorrindo e abrindo um champagne nesse exato momento. Mas ao invés disso estou aqui, pensando em você novamente. Fico tão cansada desses pensamentos, que digo para mim mesma que está tudo errado, “para de ser boba garota”.

Então como naquele dia, sabe-se se lá quando, a gente se encontra novamente, mesmo querendo te encontrar todos os dias. Trocamos algumas palavras sobre a vida e os nossos novos rumos – como se fossemos maduros o suficiente pra lidar com tudo isso. Pois somos, e temos que fazer isso! E assim eu te direi que vou bem, e você vai responder que jamais esteve melhor. Então, até mais, boa tarte, um beijo, e tchau.

Conclusão: Eu me sentindo uma idiota completa, você se sentindo sabe-se lá o que.

Lethicia. Beijos

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2 Comentários

  1. Fiquei surpreso…Um texto denso,linear,claro,poético e lírico….Parabéns Lethícia.
    Bjosss…

    Responder

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