Minha mais gloriosa Rainha.

Sinta, então, meu beijo em tua face…

Aqui sentado, olhando para teu corpo sem nenhum sinal de roupa, ainda adormecido entre os lençóis amassados, sobre a cama, nosso ninho delicioso de amores vencidos pelo prazer insuportável da dependência de ser teu homem, teu amante, teu marido. Ainda aqui, sentindo as primeiras horas da manhã adentrar nosso quarto, embriagar meu corpo, levar-me de volta ao sono profundo contigo em meus braços, mesmo que lute bebericando de um café meio amargo, um pouco quente, fazendo-me prosseguir nessa observação de homem apaixonado quando todos ainda dormem. Ficar exatamente aqui, sentindo esse cheiro de prazer, amor, paixão e completude, deixando todos os erros do passado do lado de fora do nosso quarto, recusando-nos a regressar para o mundo que, de certa forma, nos espera. Mundo esse parado, pois agora te roubei de todos e estás aqui aprisionada – graças a Deus!

Tem horas, meu amor, que me recuso a acreditar que és minha, dessa forma, assim, tão sem medidas, tão perfeita, tão calma, tão suave como uma melodia ao raiar do dia. És tu, a minha mais gloriosa Rainha, a mulher que escolhi para habitar todas as partes do meu corpo, da minha vida, verdades e mentiras. Apenas você com essa voz baixa, esse sorriso doce que afaga em meu peito a mais profunda chaga dos tormentos mais dolorosos, expulsando de mim a dor incontestável que por tanto tempo em mim ficou; és capaz de navegar em meus oceanos de holocaustos e transformar qualquer tempestade em calmaria, exceto quando tal tempestade for do meu corpo dentro do teu, dos nossos toques, das mordidas, dos gemidos e das juras de prazer e amor, intercaladas como cúmplices desse matrimônio de almas, de vidas, de histórias que estão sendo escritas. Lembro-me, então, de uma parte dos meus votos matrimoniais, naquela parte que disse que mesmo se a vida nos aprontar mistérios, estaremos juntos, com as mãos entrelaçadas para vencer os monstros da nossa misericórdia. Talvez, é claro, que felizes para sempre nem nos alcance, mas que seja sempre ao raiar do teu sorriso, que venha a ser eterno todas as vezes que pronunciamos juras de amor, ao longo do dia, não esquecidas.

Amor, deixe-me dizer, eu realmente amo você. E se queres ainda uma prova do meu amor, mesmo que em teu dedo esquerdo o carregue, te juro solenemente, vem para perto do meu peito e de mim escute os batimentos da minha sinfonia particular que ando dedicando apenas a ti. Sinta, então, meu beijo em tua face como um vento favônio ameno que vem a despertar em ti gemidos de amor, tão mimosos e lindos, que se tornam as nossas cantigas, sim, querida, cantigas de amor.

E olhando sentado nessa poltrona, relembrando as tuas expressões na noite passada, enquanto mexia teu corpo sobre o meu, tuas madeixas que bailavam pelo ar, tua boca entreaberta, cada vez mais adentrando em teus – não mais -; mistérios meus, bebericando do suor que vinha a escorrer gentilmente e delicado por teu pescoço, sentindo tua respiração oscilar ao ponto de fraquejar… Tocando meu peito aos teus seios, doces e impecáveis seios de mulher apenas minha. E todas essas imagens indo e vindo como bombas em minha memória, despertando em mim calafrios apaixonados, arrepios devassos e o morder do canto dos lábios, acreditando, por fim, que ainda teremos muito e muito mais. Os raios de sol vão aquecendo esse teu corpo cheio de marcas do tecido da nossa cama e das mordidas que nele deixei, marcas não mais violentas – jamais -, apenas sinais de longas horas de amor, incansáveis, perpétuas, pois mesmo ao sair do teu corpo, ainda me acho dentro de ti petrificado como se cada centímetro da minh’alma estivesse arraigada ao surgimento da tua. E então, ah, mexe-se um pouco, faz-me mexer também em minha poltrona, és quando teu singelo sorriso, mostrando que sonos gostosos anda a ter, vem a nascer em tua boca perfeita, desenhada por anjos sublimes. E bem sabes que teu sorriso, minha senhora, semelhas divina estrela que brilhas, inequivocamente, apenas para mim. Por isso, meu amor, por isso me tornei teu marido, teu fiel amante, teu companheiro, teu amigo, para que jamais venha a brilhar no céu de qualquer outro, pois criei um novo universo, meu eu em seu interior, para juntos eternizarmos todo esse amor que apenas nasce quando estou contigo, perto em corpo, caminhando em tua alma.

E mais uma vez, minha doce e eterna mulher, tu és apenas minha, de tal forma que partida em nosso amor não existe, afinal, minh’alma caminha para dentro do teu corpo toda vez que nos beijamos, e a mesma se recusa de ti sair, sou, então, minha esposa, minha vida, minha mulher, teu prisioneiro, teu confiscado pertence, teu e somente e só teu, de todas as formas existentes e muitas outras que ainda criarei, teu melhor e perfeito marido nessa vida e outra. Deus queira que além. Amo-te, ah, Deus sabe o quanto. Amo-te e isso basta para respirar, pois Eleonor, eu apenas respiro você.

Por: Indomável 

Lethicia. Beijos

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