Entre aspas: Um pouco.

É inevitável que o desejo perca intensidade...

Uma vez lhe prometi que estaria aqui para sempre, independente de nós ou de não-nós. Uma vez lhe disse “eu te amo” pela primeira vez, jurando a mim mesma que nunca mais diria isso a ninguém, pois eu lhe precisava eternamente para manter a calma e a paz em meu coração. Lembro-me das noites em claro por não saber o que havia acontecido contigo após desligar o telefone em sua cara, e também me lembro das noites bem dormidas, sentindo seu cheiro e estando em seus braços, ou quando você simplesmente invadia meus sonhos, deixando meu sono ainda mais feliz e duradouro. 

E pra não parecer pouco, vou relembrar o dia em que nos conhecemos… você estava sentado em frente a escola, com sua linda e vermelha camisa xadrez, e me olhou de longe, enquanto eu conversa com algumas amigas, eu não aguentei e no mesmo momento sorri e você me deu um Oi… com o sorriso mais lindo que já vi na vida. Me lembro do nosso primeiro beijo como se fosse ontem, pois foi um tanto constrangedor rsrs, e também me lembro de quando fiz minha primeira tatuagem, você estava lá e as  siglas diziam a seguinte frase “que nosso amor seja eterno enquanto dure”… Lembro-me de todos os risos os seu lado, porem, também me lembro das lágrimas que derramei por ti, e das gotas de álcool que me embriaguei para tentar te esquecer.

E sabe da verdade… nada funciona. Não adianta relembrar do nós a todo momento, pois sempre estarei perdida, em um abismo fundo e escuro, onde jamais chegará a luz do dia, onde jamais vai crescer uma flor, por isso, eu desisto… cansei. De ti, de mim, de nós e do não-nós. Quero sair do buraco para quem sabe achar alguém de verdade, que não seja mais um sonho ou uma miragem no fim do caminho, essa dor no peito me machuca, mas machuca gostoso, como uma dor suportável de aprendizagem.

Agora me contento com pouco, mais um pouco que vire nós… para sempre, um pouco que me aqueça nas noites frias de inverno, que me chame de chata e brigue comigo as vezes, um pouco que enxugue minhas lágrimas quando elas quiserem ultrapassar os olhos, um pouco que me abrace apertado até eu gritar de dor, um pouco que conte a mim os seus maiores segredos, um pouco que seja amigo, fiel e companheiro…  um pouco que me chame de louca, mas um pouco que me ame, assim como eu te amei um dia! Pois ainda continuo aqui no abismo, de braços abertos, e perfume novo… a espera de um pouco.

Lethicia. Beijos

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