Amar e ser amado.

solidão...

Em uma bela tarde resolvi andar pela cidade, sem rumo, sem companhia, era uma tarde de domingo, as ruas estavam praticamente vazias, ao decorrer do caminho lágrimas se escorriam, eu não sabia o por que… talvez pela falta, falta de algo que nem eu mesma sabia o que era… solidão.

As horas demoram a passar, resolvi então me sentar em uma bela praça, conseguia ver o por do sol, os pássaros, uma bela fonte… e mais ninguém ao redor, passei segundos ou minutos com o olhar fixado naquele maravilhoso pôr do sol, amarelinho com gema de ovo.

Depois de um longo tempo foi que eu percebi a presença de um outro alguém ali… olhei para o lado, um moço sorriu e me perguntou: – O que faz sozinha aqui, uma moça tão bela como você?

Eu sorri: – Obrigada, mais não faço nada, apenas espero que aconteça algo, algo que me faça sair de minha rotina monótona!

Com um sorriso de canto, ele queria dizer o mesmo. Pediu pra se sentar ali e apreciar o pôr do sol. Passaram-se horas, o sol já havia  ido embora, e nós continuávamos ali. Dessa vez observando as estrelas, conversamos sobre praticamente tudo. Ele me disse seus sonhos e eu disse quais eram os meus. Algo mais havia brotado dentro nós a partir do momento em que nos olhamos… resolvemos então se encontrar mais vezes. Trocamos celulares e nos despedimos.

Na semana seguinte o meu celular tocou, era o número dele, dessa vez fomos a praia, se divertimos muito, e quando já havia anoitecido nos deitamos na areia para observar juntos as estralas e novamente falar sobre nossos maiores sonhos. Ele me disse com todas as letras: – Eu estou apaixonado?

Eu sorri, e perguntei: Há algum mal nisso? Ela não te ama?

Um sorriso imenso estampou seu rosto, e ele disse: – Não sei, ainda não contei a ela. Não tenho certeza se ela vai aceitar, tenho medo da resposta. O que você faria?

Eu não sabia o que dizer: – Não sei, acho que me abriria e contaria a verdade, pois até o amanhã pode ser tarde de mais.

Alguns minutos se passaram os dois em silêncio… Eles se virou, olhou no fundo dos meus olhos e disse: – Você é a garota.

Fiquei sem palavras, afinal agente havia se conhecido a apenas uma semana, eu não podia dizer o mesmo… eu sentia algo por ele, mas ainda não sabia o que era.

Então eu disse apenas para que ele esperasse, eu tinha que pensar.

Ele me olhou no fundo dos olhos e disse: – Tudo bem. Agente aprende a esperar pela pessoa amada…

Na manhã seguinte eu recebi um telefonema… um acidente… um acidente que havia levado embora aquele homem… choro escrevendo essas  palavras, mas na hora não acreditei, tive que ver com meus próprios olhos… e pra minha decepção era verdade…

Eu o amava, e só percebi isso no momento em que ele se foi… passei muito tempo da minha vida se lamentando… chorando pelos cantos, mais não parei de viver, pois sei que um dia agente vai se encontrar, eu aprendi a esperar, o momento vai chegar! Não sei.. pode ser hoje, amanhã, no ano que vem ou daqui a uma hora, mais a hora vai chegar…

Por enquanto tento viver novamente.

(após escrever a canta Elizabeth morre… as causas não foram esclarecidas até hoje. Foi encontrada morta com um sorriso no rosto, talvez por saber que agora iria se encontrar o seu amado, Pedro.)

Lethicia. Beijos

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